Acachaça da família Araújo nos remete aos tempos do coronel, José Eloi Benedito de Araújo, senhor de escravos e dono de muitas terras em nosso município.

Não diferente das outras fazendas, também na fazenda "Da Floresta" cultivava-se o costume de sempre ter uma cachacinha para tomar com os amigos. A tradição foi passada para seu filho, Agenor Eloi Benedito de Araújo, depois a Antonio Eloi de Araújo, filho de Agenor.

Foi Antonio o primeiro a ter a idéia de engarrafar a cachaça da Floresta; com a ajuda de um amigo,
José Policarpo de Oliveira, o qual comprava de seu Antonio na época, engarrafou-se e deu nome de Flor de Amor. Diz-se que : gostaram tanto da bebida que de agora em diante ela é como a Flor de Amor.

No primeiro rótulo encontra-se escrito: engarrafada por José Policarpo de Oliveira e produzida por Antonio Eloi de Araújo. Com o tempo quem assumiu o ofício da produção da cachaça foi o filho, Bolivar Pamplona Araújo.

Os anos passaram e com a morte de Bolivar ainda jovem esqueceu-se um pouco da Flor de Amor. Mas como dizem que os sonhos nunca acabam, foi nos netos e sobrinhos Mauro e Maurício Araújo que veio florescer a idéia de voltar a produção e o engarrafamento da cachaça.

Hoje , no mesmo lugar, que o coronel José Elói fabricava a cachaça, seus trinetos ainda a fazem, preservando o mesmo sabor artesanal, revivendo o passado e fazendo dele um presente cada vez mais real.

Os fabricantes da Flor de Amor, esperam primeiramente agradar aos apreciadores da boa bebida. Mais tarde quem sabe passar a frente a tradição da família e, desta forma, tornar real o sonho do avô Antonio e do tio Bolivar.

Primeiro rótulo da Caçacha Flor de Amor
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Foto Canavial

destribuidora M&M